Na PAZ!

"A vida é breve e perder tempo é pecado"- Albert Camus

"Não é preciso consenso
nem arte,
nem beleza ou idade;
a vida é sempre dentro
e agora.
(A vida é minha
para ser ousada.)
A vida pode florescer
numa existência inteira.
Mas tem de ser buscada, tem de ser
conquistada".

Lya Luft

sexta-feira, julho 09, 2010

São dois pra lá, dois pra cá

O arraiá da prof. Olga estava animado. Teve doce, salgados, quentão, quadrilha improvisada e... muito forró! E óia só o grupão forrozeiro, alunos das aulas de dança, professores e convidados!

"(...) A dança de salão tem o poder mágico de nos transportar aos cantinhos mais escondidos da alma... Ali onde segredos e lembranças se guardam quietos. Tangos e boleros falam de amor... e quem não desejou viver um grande amor?
El dia que me quieras...
Dançar é para quem está apaixonado. Por alguém. Pela vida. Pela certeza de que o fututo é hoje, em qualquer idade. Aliás, o que menos importa é a idade ou a razão que leva alguém às aulas de dança de salão. O resultado, no final das contas, é sempre positivo. Amizades. Casais se formam, ou se unem ainda mais, envolvidos pela poesia das canções e a sensualidade dos movimentos.
Pasaran mas de mil años, muchos mas/yo no se si tenga amor la eternidad/pera alla, tal como aqui, en la boca llevaras sabor a mi...
Na verdade, há sentimentos que o tempo não consegue destruir. Sentir-se parte de um grupo é um deles. Ser livre para fazer escolhas. O convívio prazeroso nas aulas de dança permite que tais sentimentos se fortaleçam, dando àqueles já não tão jovens a percepção de estar vivo e de ser aceito como parte integrante de um mundo que, como sabemos, é puro movimento.
Afinal, senhoras e senhores, dançar é liberdade de corpo e alma.
Gracias a la vida, que me ha dado tanto"...(Suely Nunes)





domingo, junho 20, 2010

Caipira no brechó


"A arte é dom de quem cria;
Portanto não é artista
Aquele que só copia
As coisas que tem à vista"
(António Aleixo)


Pra quebrar o marasmo desses dias frios de junho, a Renata reuniu, numa manhã de sábado, as filhas de clientes da "Oficina de Idéias" para um desfile de ... vestidos caipiras! Original e criativa, ela decorou as imediações da loja com bolas e uma passarela, tudo no melhor clima de Copa do Mundo. As modelos deram um toque charmoso às roupas, muitas confeccionadas pela própria Renata, que ficaram à disposição para aluguel. No final, teve bis. E canjica (receita da mamãe).
Quem pensa que brechó (sim, a Oficina é um brechó) é sinônimo de coisa velha... E tá na moda reaproveitar, reciclar, dar cara nova a objetos e roupas. Personalizar criando um estilo próprio. E economizar, claro.

domingo, maio 02, 2010

Asas nos pés

"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz a ponto de nem conseguir fechar os olhos. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo para sempre! Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: e daí? eu adoro voar."
A Cia de Dança Masculina Jair Moraes encerrou o festival de dança de Juiz de Fora. Espetáculo: Corpos Ação Movimento & Só. Corpos masculinos. Ação, movimento. Delicadeza, sensualidade, talento. Show de músculos e virilidade em coreografias perfeitas baseadas em técnicas de dança clássica, moderna e comtemporânea. Num momento parecem voar, pássaros suados, suavemente iluminados; no instante seguinte, surpreendem e emocionam com esse belíssimo texto da Clarice Lispector declamado por um dos rapazes.É a única companhia de dança no Brasil formada exclusivamente por bailarinos.

domingo, abril 25, 2010

O assunto...?


(...)Qual o assunto que mais lhe interessa?
Qual a verdade em que mais você pensa?
O fim da natureza
E o final da história
Glória, glória, glória? (...)
(Tempos quase modernos-Roberto Mendes e Capinam)


Pesa a sensação de estranhamento com que as pessoas se olham. Juiz de Fora cresce de modo tão descuidado... Quantos prédios de quinze e vinte andares serão necessários para despersonalizar de vez este lugar? Quem habitará os milhares de quarto e sala postos à venda? O trânsito, em qualquer horário, já se faz caótico. Cidade-universitária. Cidade-dormitório. Favelizando-se na vertical, com ares de zona rural. Descaracterizada. Varanda com espaço gourmet, condomínios-clube: sentença de morte para as áreas verdes e adeus ao churrasco na granja da grande família nos finais de semana! Há esperança, enquanto houver vida. A cidade vai ganhar jardim botânico e, nesse caso, a Natureza (e o bom senso de alguns) venceu a especulação imobiliária. E tem arco-íris. Da janela do sexto andar. Chuva e sol, na cidade que cresce e cresce...(Foto: SuelyN)

sexta-feira, abril 23, 2010


...Então fomos à feira, antes que o primeiro temporal diário desabasse. Despertamos a curiosidade geral. Figuras estranhas ali em meio a frutas, legumes, verduras, peixe,sacos de farinha,não só pelas câmeras, mas, principalmente, pela nossa ignorância em relação a quase tudo que víamos. Que fruta é essa? Taperebá. Aquilo é mangustão. Lá está o ingá...E isso aí, é farinha? Tapioca. Aquilo lá...é o jambú? Não, é acerola, responde o feirante,na maior calma. Laranjas.Pera, seleta, bahia...?Não,laranja é laranja. E só. Voltaremos a Castanhal para sentir,outra vez, o cheiro dessas frutas,apreciar todos os sabores...(Foto: SuelyN)